A Autocompaixão e a Autoaceitação

Autocompaixão e autoaceitação são a porta de entrada para uma vida plena.

Porquê algumas pessoas são felizes e estão satisfeitas na sua própria pele, enquanto outras são infelizes e pessimistas? E tu? Qual é a tua visão predominante em relação à vida? Tu gostas de ti mesmo? Sentes-te uma pessoa digna? Lutas com confiança?

Estas são questões que as pessoas raramente contemplam até que a vida as domine. No entanto, quem não reservar um tempo para esta “autoinquirição”, será dominado pela dor emocional quando menos esperar. Desejo explorar a auto-aceitação e a autocompaixão, dois fatores importantes, uma porta de entrada, para uma vida mais plena.

Desde criança, enfrentas alguma forma de abandono emocional, o que te deixou com um roteiro mental pouco positivo. Tu podes ser alguém demasiado duro consigo mesmo e essa crueldade permeia outras áreas da tua vida, levando-te para um caminho destrutivo.

Abandono Emocional

“ O teu problema é que estás muito ocupado a agarrar e a segurar a tua indignidade.”

Ram Dass

Abandono emocional significa fugir da satisfação das tuas necessidades emocionais, como amor próprio e autoaceitação. Mesmo crianças pequenas têm pensamentos como, “Eu não gosto de mim” e “Eu não sou digno” e levarão estes pensamentos para toda a vida. O que sabe uma criança pequena sobre formar tais julgamentos, quando mal tem idade suficiente para raciocinar e lidar com o mundo?

Talvez as tuas necessidades emocionais não foram atendidas quando eras criança, e desenvolveste uma baixa auto-estima?

Este é, infelizmente, um cenário comum, no qual as crianças acreditam que são indignas, muito antes de desenvolverem uma identidade. Tornam-se adultos, mas apenas conseguem reprimir a sua dor ou encobri-la com: vícios, relacionamentos doentios, sucesso oco ou posses materiais. Isto representa uma ameaça ao bem-estar emocional de uma pessoa, porque viver assim contribui para uma existência miserável e leva a: depressão, ansiedade severa, distúrbios de saúde mental e dor tremenda.

O Antídoto

“O químico que pode extrair dos elementos do seu coração compaixão, respeito, saudade, paciência, arrependimento, surpresa e perdão e combiná-los em um só, pode criar aquele átomo que é chamado de amor.”

— Khalil Gibran

Inúmeras pessoas com baixa autoestima enfrentaram as suas lutas internas e aprenderam a amar-se. Elas eram vulneráveis, mas enfrentaram as suas inseguranças e decepções, para aprender a autocompaixão e a aceitação.

De fato, uma parte da jornada de um adulto é muitas vezes enfrentar a escuridão para depois caminhar na luz.

Às vezes, o crescimento pessoal requer passar pelo “deserto” da dor para descobrir um “oásis” mais à frente.

Cura de feridas internas

“O que acontece quando as pessoas abrem os seus corações?” “Elas melhoram.”

-Haruki Murakami

Todas as pessoas encontram algum tipo de dor na jornada da sua vida. Começa na infância e continua por toda a vida e ninguém está imune a ela. Como respondes às tuas feridas internas determinará a tua atitude e ações ao longo da vida.

Para ilustrar esta ideia, lembro um conto budista de um homem que tinha sido atingido no peito por uma flecha.

Embora a dor do homem fosse imensa, Buda apontou quão maior a dor seria se ele fosse atingido por uma segunda flecha no mesmo lugar. Esta lição ilustra que, apesar da intensa dor ou sofrimento, quando adicionas a segunda flecha do julgamento sobre a tua experiência, intensificas a dor.

Estas feridas internas podem levar à autoperseguição. Tu podes acreditar em coisas como, “eu devo mesmo merecer isto” ou “eu nunca serei suficiente bom” e isto mantém-te preso na indignidade. Vais ser duro contigo mesmo muitas vezes, e não percebes que é possível aceitar quem és, apesar da tua dor. Aprender amor-próprio e ter autocompaixão começa com apreciares o teu valor.

Porque tu importas.

Tu és alguém digno.

Tu podes amar e tratares com compaixão a ti mesmo.

Embora seja maravilhoso tratar os outros com compaixão, pergunto: Tu tratas-te da mesma maneira? Orgulhas-te de ti mesmo? Dás-te uma folga de vez em quando? Acreditas em ti? Tu estás ciente do crítico interno que te diz o contrário?

Atenção!!! Autocompaixão não significa sentires pena de ti mesmo e não é autopiedade!

Significa desenvolveres um relacionamento estimulante com ti mesmo, acima de tudo. Da mesma forma, auto-compaixão não é sinal de fraqueza. Implica seres o teu próprio guardião, melhor amigo e cuidador, em vez de um crítico.

Eu considero que a autocompaixão e a autoaceitação são ingredientes essenciais para viver uma vida plena, mais do que uma autoestima elevada. Sem elas, não terás esta.

Resumidamente, as raízes da autocompaixão derivam da memória mais antiga do teu ambiente cuidador. Então, faz sentido que aprendas a reconetar com essas qualidades nutridoras para alimentares a bondade amorosa que mereces. (Acede aqui a vários exercícios fantásticos que te podem ajudar a reconetar com essas partes de ti.)

A autocompaixão e a autoaceitação ajudam a eliminar as expectativas de ti mesmo. Começa com o pequeno gesto de amar a ti mesmo quando sentes raiva, medo, confusão ou cansaço. Tu cultivas um diálogo interno de apoio em vez de permitires que o crítico interno tome conta automaticamente.

Ao fazê-lo, aprendes a abraçar o teu valor e merecimento.

E pode começar com olhares para o espelho e declarares que és alguém digno de amor. Observa os sentimentos e sensações que vão surgir quando fizeres a declaração. Porque na minha experiência como Coach, algumas pessoas são levadas às lágrimas, enquanto outras se deliciam com o diálogo de autoafirmação.

A ideia é simples: Torna-te o teu próprio melhor amigo e alma gémea. Vasculhar o mundo na busca de uma alma gémea, começa em casa diante de um espelho, afirmando a completa aceitação de ti mesmo: as tuas falhas e os teus dons, a tua Sombra e a tua Luz. Essa é a base do meu trabalho como Coach Transformacional.

Ninguém é perfeito e tu não és exceção. Abraça quem és e ama-te sem reservas.

A vida assim fará sentido. Porquê?

Porque estarás finalmente em sintonia com o teu Eu Autêntico, que é feito de Amor, bem no centro do teu Ser.

Sabe mais sobre o meu trabalho aqui.

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Grato e continua a acreditar em Ti e no Amor.

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